Ela não tinha o direito de sentir o que sentia.
Nada. Nenhum motivo, nenhuma ofensa.
Nunca houve um indício, nem um presságio, sequer intuição.
Nem um sinal, tampouco uma promessa.
E não era confiança, nem otimismo, nem esperança. Talvez uma expectativa infundada, incerta, mas insistente, ali.
Perdera a fome. Ganhara uma vontade louca de conhecer outro mundo, longe, sem qualquer ligação com o que estava vivendo e de esquecer a vida… a sua vida.
Como algo tão alheio e, ao mesmo tempo, tão intrínseco a ela tivesse tamanho poder.
Não faz sentido, dizia. É muita má sorte ou nenhum sinal de sorte.
Nada acontecia e, de repente, isso.
Não foi preciso muito.
Uma foto sem evidências e tão evidente.
Um dia ruim.
Monopólio. É isso que dá.
Publicado 04/11/2010 r Uncategorized Deixar um ComentárioTags:PLC, reclamação, speedy, telefonica
Recentemente, recebi em casa a fatura do serviço de banda larga com um aumento significativo, de cerca de 40%. Ao me preparar psicologicamente para contatar o “eficiente” serviço de telemarketing da operadora de telefonia e dos serviços de banda larga, observei que no site da empresa havia uma promoção: o mesmo serviço que eu havia contratado por aproximadamente 1/3 do valor. Ora, ligo na empresa e migro o plano. Claro, eu sabia que não ia ser assim tão simples. E não foi. O atendente me explicou que a promoção era apenas para clientes novos. Pensei: resolvido. Cancelo o meu plano e logo depois contrato novamente. Mas isso também ia ser fácil demais. O simpático operador então me alertou que não sabia se o serviço – aquele baratinho – estava disponível na minha região. Parece que há um número limitado de linhas para cada área e eu poderia correr o risco de não encontrar mais linhas disponíveis. Ótimo. E como eu poderia obter essa informação? Em outro número de telefone, me informou. Com toda a calma do mundo, liguei no telefone informado e, adivinhem, a atendente não poderia me fornecer esse dado porque eu ainda estava com o serviço contratado. Respirei fundo e liguei no número anterior – aquele de atendimento ao cliente – e decidi cancelar o serviço. Após vários minutos conversando com o atendimento, finalmente consegui falar com o operador, que me faz várias propostas para continuar com o serviço. Óbvio. Nenhuma delas chegava ao valor que a empresa anunciava para clientes novos. A questão então era: cancelar efetivamente o serviço e tentar a sorte na promoção ou continuar com a internet pagando um pouco mais, mas ainda assim menos do que o que eles repentinamente começaram a me cobrar. Já impaciente, acabei continuando com o serviço por falta de opção, considerando que, infelizmente, o serviço oferecido pela concorrente não era exatamente um primor. E como não dá para ficar sem internet, fui obrigada a me render a essa fidelidade implícita, graças ao monopólio escancarado do serviço de telefonia fixa e de serviços de banda larga.
Diante desse desabafo, pergunto: como será possível o emplacamento do serviço de banda larga transmitido pela rede elétrica com todo esse oligopólio no País? Alguém duvida que a concorrência é o sistema mais adequado para proporcionar as melhores condições para os consumidores, forçando os fornecedores a aperfeiçoamentos? Não è a toa que a empresa de telefonia em questão bate, ano após ano, recordes em reclamações. Há muitos anos ouvimos falar do PLC, tecnologia que permite a transmissão de dados, som e imagem pela rede elétrica. Apesar da regulamentação do uso da tecnologia pela Aneel, o PLC ainda engatinha no País. Muitos testes foram realizados com sucesso em concessionárias de energia, mas terá esse mercado a chance de crescer algum dia? “A tecnologia hoje não é mais barreira para nada. As questões são puramente comerciais, de relação do custo e benefício que sempre é melhorada pelo ganho de escala”, disse um engenheiro especialista no assunto. Pra mim, o buraco é mais embaixo. Conservadorismo e conflito de interesses, como tudo no Brasil.
Chovia…. pouco, mas os vidros do carro embaçados já dificultavam a visão.
Horas depois, dirigindo perdida pelo centro da cidade, ela atentava às orientações das placas ao mesmo tempo em que seus pensamentos a levavam à cena que a obrigava a decidir seu futuro imediato.
Ela, que tanta dificuldade tinha para tomar uma decisão, fora facilmente convencida a fazer o que deveria ser feito: desaparecer e esquecer.
Quem dera fossem apenas devaneios de uma mente enfraquecida e cega pelo poder de sentimentos como amor, ciúmes, paixão e ódio misturados e que, juntos, impedem o sobressalto de um deles.
Era verdade. Mas por que ela? Por que ele a fazia chorar mais uma vez?
Conversaram, ele perguntava sobre sua família, ela questionava suas atitudes… riram, dançaram, brincaram. Ele a paquerava, ela o observava.
Brigaram. Ela não dá muita importância… era só mais uma.
Entretanto, pouco antes de deixar o lugar quente e barulhento, um beijo. Seus olhos verdes fechados. Sua boca levemente inclinada sobre outra boca. Não, não era a dela.
O mundo todo se confunde. Os pensamentos se embaralham. Tem que fazer alguma coisa, se ocupar com algo, mas o quê?
Os vidros insistiam em embaçar. Aos poucos, as gotas d’água cessam. Agora caem de seus olhos…
Sábado, 9h30 da manhã. O metrô não estava cheio, alguns bancos ainda estavam vazios. O trem estava parado na estação Vila Matilde do metrô. Algumas pessoas desciam, outras entravam no vagão. Após o sinal emitido pelo metrô, o aconselhável é que ninguém mais entre ou saia dele para que acidentes e atrasos sejam evitados. Todos ouvem o sinal, porém sempre há aqueles que, apressados, desafiam o tempo e o próprio limite para conseguir entrar no metrô que, em segundos deixará a estação.
Um garoto de aproximadamente 10, talvez 12 anos, desce a escada rolante com a sua mãe. Vê o trem parado, que acabara de dar o sinal de fechamento das portas, e desce as escadas com maior velocidade. Apressa-se mais e mais. Corre para pegar o trem como se aquele fosse o último dos trens. Parece esquecer de sua mãe. As portas iriam se fechar em segundos. O garoto, então, resolve arriscar e com um salto espetacular e desajeitado, adentra o vagão, fazendo um grande barulho. Todos reparam. Ele, somente agora, percebe que não estava sozinho. Olha desesperado para fora. Sua mãe mal acabara de descer as escadas. O menino parece assustado. Não olha para ninguém. Apenas apóia suas mãos na porta. Chama, grita pela mãe: “Vem mãe, vem mãe!!
O menino, de bermuda, camiseta, tênis e sem boné, agitado e angustiado não para de chamar pela mãe. As portas estão fechadas. Sua mãe, por meio de gestos, diz para ele descer e esperar na próxima estação. Ele parece não entender. Continua gritando, apoiado na porta fechada: “Mãe, vem mãe!!!” Indignado, revolta-se: “Mãe lerda!”.
O metrô, então, deixa a estação e nela, a mãe do garoto. As pessoas acham tudo muito engraçado. Riem. Não havia possibilidade de a senhora entrar no metrô, mas o menino insistia, batendo na porta: “Vem mãe, Vem mãe!!”. Uma senhora, passageira, comove-se e tenta explicar ao garoto o que sua mãe tentara dizer o tempo todo, para ele esperar por ela na próxima estação.
Ele entendeu, mas seu olhar ainda parecia perdido, confuso, deslocado.
Estação Penha. Ele desceu.
“Circulando com velocidade reduzida e maior tempo de parada”
Publicado 20/04/2010 r Uncategorized 2 ComentáriosTags:metrô, São Paulo
Sei que o tema é super frequente, que não sou a primeira nem a última a falar sobre isso, mas não resisto. O que está acontecendo com São Paulo? Onde vamos parar? Melhor, vamos parar um dia? Aderimos ao “the city that never sleeps” novaiorquino como se a nós sempre pertencesse, mas nossa condição está na trilha de superar as leis físicas!
Horas de trânsito para chegar e voltar do trabalho, mas ok, vamos e voltamos em horário de pico. Porém, qual a explicação para a marginal estar parada em pleno domingo às oito da noite? E durante a madrugada? A justificativa são as obras, mas há tantos carros na rua que duas pistas da marginal – em plena madrugada – não são suficientes. Como assim?!?
Diante disso, você decide fugir do caos das ruas da cidade e opta pelo transporte público que, sabemos, não é dos melhores, mas talvez seja melhor que ficar horas a fio ouvindo repetitivamente aquele CD que vc adorava, mas que hoje não aguenta mais de tanto que já ouviu nesses momentos. Que nada! Troque o CD e volte para o seu carro. A situação é tão ruim quanto.
Há que suportar o calor humano e a cordialidade do brasileiro – no mais fiel sentido Sérgio Buarque de Hollanda. E novamente isso é físico: ora, toda ação gera uma reação. Logo, se você sente um empurrão da esquerda, vai pisar no pé do seu colega à direita. Como explicar isso para o amigo? E se for amiga então, a situação piora. Sou mulher – e com alguma envergadura feminista – mas há que se admitir. No metrô, quase sempre, onde há uma confusão, pode apostar que uma mulher está envolvida. Isso porque o homem até tolera um empurrão feminino, ao contrário de uma mulher, que se um homem encosta nela é porque está querendo se aproveitar e, logo, a confusão está armada. Por outro lado, se uma mulher se aproxima demais, a coisa também fica feia. É um tal de “Tá incomodada, vai de taxi”, “São todos uns cavalos mesmo!” que os outros usuários, já acostumados, apenas debocham da situação. E com razão! Todos os dias é a mesma coisa…
Mas bem, isso tudo é muito conhecido dos velhos e resignados usuários do metrô e trem paulistanos. Mas sabem a novidade? Unindo o útil ao agradável, o metrô resolveu inovar mais uma vez. E agora, a famosa “operação tartaruga” não entra em ação apenas em dias chuvosos. Temos agora diariamente congestionamentos na linha. Sim, o rápido e eficiente metrô tornou-se extremamente lento e ainda mais desgastante. A enorme demanda fez com que trens vazios fossem integrados à linha nas estações mais inflamadas de modo a desconcentrar a população nos vagões. O problema é que os trens continuaram igualmente cheios e a morosidade aumentou consideravelmente. Imagine-se preso em uma lata de sardinha. Agora, imagine-se preso em uma lata de sardinha por uma hora e meia. Este foi o tempo que levei, um dia desses, do metrô Itaquera ao metrô Barra funda, trajeto que outrora, em condições normais de operação, seria realizado em menos de 40 minutos. Você lê, cansa de ler, se apóia na outra perna, troca o braço de apoio; se estiver dormindo, acorda, muda de posição e volta a dormir e quando acordar, ainda estará no meio do caminho. A justificativa é dada pela voz que ecoa em alto e bom som em todos os vagões: “Paramos devido ao acúmulo de trens na linha”. Era só o que faltava!
Pegada ecológica
Publicado 15/04/2010 r Uncategorized 2 ComentáriosTags:meio ambiente, pegada ecológica, sustentabilidade, WWF-Brasil
Há alguns dias, numa aula da pós, discutimos um tema muito interessante que diz respeito a todos nós. Não sou uma ecochata, mas é inevitável que, em alguns momentos, pensemos a respeito do nosso legado para o mundo e, consequentemente, para o meio ambiente. Se tudo que fazemos tem alguma consequência, acho válido que avaliemos nossas atitudes, especialmente as relacionadas ao consumo, a fim de não contribuir ainda mais para a degradação do planeta.
Mais notadamente nesta última década, a preocupação com a segurança e com a manutenção do ambiente que nos envolve tem se tornado mais recorrente. Um detalhe interessante é que essa discussão passou a existir não somente em instituições ambientalistas ou em cúpulas governamentais. O tema ganhou os médios e pequenos debates e cada vez mais é pauta de reuniões de indústrias, empresas de pequeno a grande porte e, por que não, discussões familiares e entre amigos. Isso porque, aos poucos, alcançamos a consciência de que todos nós, individualmente, contribuímos para o desgaste ambiental.
No Brasil, com a instalação da indústria da energia, a demanda por eletricidade cresceu desmedidamente até o início do século XXI, quando passamos por um momento de desaceleração do consumo por conta de problemas de abastecimento. Foi então a partir de 2001, com o fatídico racionamento, que a população brasileira de modo geral acordou para uma questão que não era só nossa, mas de todo o planeta.
De fato, há alguns anos, talvez pouco mais de dez anos, diversas ações começaram a ser tomadas em todo o mundo a fim de minimizar os danos ambientais. Programas, regulamentos, projetos e iniciativas em geral passaram a ser criados com o propósito de estimular as pessoas e empresas – especialmente as grandes indústrias – a terem um consumo consciente, já que, como diz a sabedoria popular,“mais vale prevenir do que remediar”. Ou será que plantar árvores seria suficiente para reparar todo o estrago feito?
A “pegada ecológica”, ideia criada por William Rees e Mathis Wachernagel, propõe então um indicador de sustentabilidade que mede o impacto do homem sobre a Terra e calcula a área de terreno produtivo necessária para sustentar seu estilo de vida.
Desde os anos 1980 que a pegada ecológica ultrapassa a biocapacidade da Terra, conforme apontou o Índice Planeta Vivo, divulgado pelo WWF-Brasil. Este indicador descreve as condições da biodiversidade global e o nível de pressão na biosfera provocado pelo consumo humano de recursos naturais. O problema é que, conforme o relatório, em 2005, o consumo global da humanidade superou em cerca de 30% a capacidade regenerativa da Terra, o que significa que a população está transformando os recursos naturais em resíduos mais rapidamente do que a natureza consegue regenerá-los.
Em 2003, a pegada ecológica por brasileiro correspondia a 2,1 hectares globais, uma média razoável para o País, cuja biocapacidade existente é de 9,9 hectares globais per capita, graças à nossa grande extensão territorial. A questão é que, quando comparada à biocapacidade global do mundo todo, mesmo para o Brasil, há ainda um déficit ecológico de 0,4 hectares globais per capita. Isso sem considerar outros detalhes importantes que contribuem para a destruição ambiental, como desmatamentos e rios repletos de resíduos desses recursos naturais (ou não) destruídos.
Medindo o consumo humano de recursos naturais, é possível perceber a retirada feita e pensar em alternativas para repor o dano causado, preservando assim o equilíbrio. Além disso, calculada a pegada ecológica per capita, a responsabilidade de se fazer alguma coisa incide sobre as pessoas, individualmente. Este é um ponto positivo, visto que parece haver uma concepção generalizada de que apenas as indústrias devem se preocupar com as questões de sustentabilidade.
No Brasil, apesar de a pegada ecológica per capita estar abaixo da média mundial, há que se levar em conta outros indicadores e características do País. É relevante considerar que o Brasil continua em franco crescimento e precisa de medidas sustentáveis para que seu desenvolvimento não agrida o meio ambiente tanto quanto a maioria dos países desenvolvidos já fez.
Pensando em um crescimento sustentável, harmonizando as ações e as reações, a natureza possa talvez retribuir e nos ajudar a edificar um planeta em equilíbrio com os seus recursos.
Enquanto minha mãe, no interior da Bahia, me liga queixando-se de que há 20 dias não cai uma gota sequer do céu, nós aqui sofremos diariamente com as consequências dessa chuva insistente e devastadora. Sei que tal fenômeno deve ter lá seus motivos para explodir, mas, poxa, poderiam as nuvens se condensar no meio da tarde ou da noite, em vez de sempre às 18h?
Registro do céu de Perdizes, região oeste de São Paulo, às 17h30
Sabe quando dá aquela vontade de esquecer que você nasceu e se encolher, como se ainda estivesse na fase fetal, de tal maneira que você se inicie e se encerre em você mesmo, sem ver nem participar de nada que seja do mundo exterior? Aquela vontade de se desfazer e ressurgir desmemoriada em outro país, em outro planeta, em outra galáxia, com seres estranhos e engraçados que te façam sorrir inocentemente? Aquela vontade de dormir um sono profundo, tão denso e tão durável, cheio de sonhos superficiais e supérfluos que preencham todo o subconsciente de modo que não sobre espaço para a mínima relação com a realidade? Uma vontade de sentar no meio do nada, olhar para o nada e nada enxergar? De ser engolida por uma tsunami? Pois é, tô assim hoje.
Voltando às raízes
Publicado 19/09/2009 r Uncategorized 1 ComentárioTags:carlos lacerda, imprensa, jornalismo, nelson rodrigues
Prova de que o mundo é mesmo cíclico.

- Acho que estou de quatro.
- Cuidado. Deixa as coisas acontecerem…
- Mas eu estou indo com calma. Ontem, briguei com a minha mãe e ela ficou conversando comigo por mensagem. Uma hora, ela me perguntou se eu gostava dela como amiga ou mais que isso. Respondi que não sabia. Ela disse que não parava de pensar em mim e que ia tentar se controlar.
- E aí, você encontrou com ela hoje?
- Quando eu cheguei na empresa, ela ficou vermelha na hora. Antes de vir embora, ela me chamou e me levou para uma sala. Fechou a porta e me perguntou se eu não ia dar um beijo de tchau. Dei um beijo nela na bochecha e ela virou o rosto. Ela me pediu outro beijo e eu dei. Logo depois saí correndo com medo de que alguém nos visse.
- E ninguém viu?
- Quase. Se alguém sabe, imagina o rolo que isso pode virar!
- Mas e a sua mãe, tá aceitando numa boa?
- Ela sempre foi liberalzona. Pensei que ela fosse aceitar tudo numa boa, mas ontem ela me disse que preferiria que eu fosse uma prostituta. Todo mundo me aceita menos ela. Até meu pai tá levando na boa.
- Mas ele sabe?
- Sabe. Contei um dia antes de ir pra Parada Gay. Também ele não tem nada a ver com a minha vida, não falo direito com ele. Só serviu para sujar meu nome… Agora minha mãe adora falar mal dos filhos dos outros, mas e os dela? Ela nem criou o filho mais velho. Ela disse que eu não era mais sua filha e que não quer conhecer nenhuma namorada minha. Mas ela pôde trazer um monte de caras pra dentro de casa. Desde os meus 14 anos, ela leva vários homens lá pra casa.
- Você não disse isso para ela?
- Disse. Ela falou tudo o que quis, também ouviu. Ela disse que era melhor eu morar sozinha porque aí eu poderia fazer o que quiser.
- Mas é porque ela ainda está chocada.
- Com a Cíntia também é assim. A diferença é que a mãe dela tem mais filhos que moram com ela. Com bicha é bem mais fácil…
A gente ouve de tudo no metrô. Juro que tentei me concentrar no livro que lia…



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